Cardiologista Veterinário – Médico do coração Cachorro e Gato

0.00 avg. rating (0% score) - 0 votes

Cardiologista veterinário, Como tratar cães e gatos como cardiopatas, Tipos de exames, sintomas de cães cardiopatas e como prevenir doenças do coração.

Assim como os humanos, os animais também podem sofrer do coração. Por isso, é importante conhecer o trabalho do cardiologista veterinário, identificar alguns sintomas e saber como tratar cães e gatos como cardiopatas. Alguns problemas podem ocorrem em decorrência da idade, outros em função da genética ou ainda podem estar relacionados à raça, parasitas, problemas pulmonares e deficiências nutricionais. Como a falta de tratamento adequado pode levar ao óbito e a melhor forma de tratamento é a prevenção e o diagnóstico precoce, saber mais sobre o assunto é uma verdadeira prova de amor ao seu companheiro.

Cães e gatos cardiopatas: a atuação do médico cardiologista veterinárioCães e gatos cardiopatas a atuação do médico cardiologista veterinário

A principal função do médico cardiologista veterinário é identificar e tratar as disfunções e doenças ligadas ao sistema cardiovascular. Assim como na medicina humana, a cardiologia é uma das mais complexas especialidades da medicina veterinária, já que na maioria das vezes os males estão interligados com o sistema circulatório.

Cansaço frequente e tosse, por exemplo, são sintomas de diversos males, mas também o são de cardiopatias, por isso o veterinário especializado em cardiologia é o que tem condições de investigar de forma direcionada a presença de algum problema. Em muitos casos é possível melhorar a qualidade de vida do animal e aumentar a expectativa de vida, afastando o risco de morte e multiplicando as chances de tratamento e cura.

Cardiologista veterinário – Tratamento de cães cardiopatas: Tipos de examesTratamento de cães cardiopatas Tipos de exames

A cardiologia veterinária já conta hoje com uma grande gama de ferramentas tecnológicas que permitem que sejam realizados exames bastante específicos, ainda que não ao nível dos encontrados na cardiologia humana. Além dos exames tradicionais, como a mensuração da pressão arterial sistêmica, hoje já é possível realizar ecocardiogramas, eletrocardiogramas, holter, ecodoplecardiografia e exames radiográficos e laboratoriais.

Cardiologista veterinário – Principais doenças do coração em cães: Cardiopatias em cãesCardiologista veterinário – Principais doenças do coração em cães Cardiopatias em cães

Cães e gatos podem sofrer de um grande número de cardiopatias, adquiridas e as congênitas, muitas vezes com sintomas não específicos, fazendo com que a evolução da doença seja silenciosa. Por isso, o exame de rotina e especializado para o diagnóstico precoce é tão importante. Entre as adquiridas, destacam-se as provocadas pela idade avançada, por parasitas como a filária ou traumas como brigas e atropelamentos.

Nos cães, as mais comuns são as cardiomiopatias (hipertrófica, dilatada, arritmogênita do ventrículo direito e restritiva, entre outras), as arritmias, as alterações pericárdicas e as neoplasias extra ou intra-cardíacas e ainda alterações cardiorrespiratórias ou oncológicas, por exemplo. Já nos felinos, as afecções miocárdicas (cardiomiopatias restritiva, dilatada e hipertrófica) são as mais comuns.

Entre as cardiopatias congênitas, que costumam manifestar-se já no filhote, destacam-se a estenose aórtica e sub-aórtica, a estenose pulmonar, a persistência do ducto arterioso (PDA), a comunicação interatrial (CIA), a tetralogia de Fallot, doenças valvares da tricúspide, mitral e aorta, tumores cardíacos e a comunicação interventricular (CIV), em muitos casos chegando a ser indicada a implantação de marca-passo. Há ainda os problemas relacionados às deficiências pulmonares, como pneumonias, edema pulmonar e pneumotórax, e às deficiência nutrionais, especialmente dos aminoácidos Taurina e L-Carnitina.

Cardiologista veterinário – Raças de cães mais predispostas a cardiopatiasCardiologista veterinário – Raças de cães mais predispostas a cardiopatias

O componente genético também pode ser determinante da presença de cardiopatias, por isso algumas raças são mais predispostas do que outras a desenvolverem doenças do coração. Cães e gatos não cardiopatas devem passar por avaliação anual, mas cães das raças Labrador Retriever, Doberman Pincher, Cavalier King Charles Spaniel, Cocker Spaniel, Boxer e filhotes de Pastor Alemão e Terra Nova devem ser avaliados trimestralmente.

Já os cães de raças com peso inferior a 20 km, em especial Poodle, Teckel e Pinscher, têm mais predisposição ao desenvolvimento da endorcardiose, principalmente os que apresentam colapso de traquéia ou bronquite. Já os cães com mais de 20 kg têm mais propensão a apresentarem a miocardiopatia dilatada – que em casos mais graves, pode acarretar em arritmias graves ou mesmo a morte súbita. A propensão a determinadas cardiopatias relacionada ao peso, no entanto, não impede que cães mais leves ou mais pesados apresentem qualquer uma das doenças.

Cardiologista veterinário – Sinais e sintomas de cães e gatos cardiopatas

Seja qual for a cardiopatia de base, entretanto, tanto em cães quanto em felinos a maioria das alterações resulta em insuficiência congestiva (ICC), que se manifesta clinicamente através de cansaço fácil, secreção nasal, língua azulada, sopro cardíaco, intolerância a exercícios, aumento do volume abdominal, tosse seca e improdutiva, cianose, pré-síncope, síncope, convulsão, distrição respiratória, ascite e até edema de membros quando já em suas fases mais avançadas.

Cardiologista veterinário – Como prevenir seu cão e gato de doenças cardiovascular

A melhor prevenção é levar cães e gatos não cardiopatas para uma avaliação com um médico cardiologista veterinário pelo menos uma vez ao ano; já as raças com maiores tendências a cardiopatias devem fazer avaliações trimestrais. Uma vez diagnosticada a doença, o acompanhamento deve ser constante, de acordo com os critérios do especialista. Normalmente o tratamento das cardiopatias é medicamentoso, mas pode ocorrer casos em que seja necessária uma intervenção cirúrgica. Como o tratamento é crônico, é preciso que seja iniciado o mais rapidamente possível.

É sempre bom lembrar, no entanto, que o sucesso do tratamento, a melhora da qualidade de vida, as chances de cura e de sobrevida estão intimamente ligadas ao diagnóstico precoce. Leve hoje mesmo seu amigão ao veterinário e peça uma avaliação. Com certeza ele estará agradecendo, de coração.

Publicado em 8 de dezembro de 2014

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não