Tudo sobre calopsita

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A calopsita (Nymphicus hollandicus) é uma ave bastante comum, sendo encontrada em todo o mundo. Pertence ao grupo dos psitacídeos, o mesmo dos papagaios, cacatuas e araras.

História da espécie

Na natureza costumam ser vistas em bandos, em árvores e pequenos lagos no interior da Austrália. Somente no século 18 alguns criadores começaram a apreciar esta ave, que na época só era encontrada na coloração cinza. A partir da década de 40 começaram a ser feitas algumas mutações, surgindo várias das colorações que encontramos hoje: arlequim, lutino, cara branca entre outras. No Brasil, a calopsita chegou por volta da década de 70, sendo hoje difundida em todos os estados. Por ter um jeito todo especial, curiosa, amigável, inteligente e de reprodução fácil, caiu no gosto dos apaixonados por aves.

Saúde da Calopsita

A saúde desses pequenos é refletida pela alimentação recebida, ambiente adequado, qualidade da água, horário de dormir respeitado e cuidados de prevenção que podem ser obtidos junto a um veterinário especializado. Com todos estes cuidados, estas aves conseguem facilmente passar dos 15 anos de vida, trazendo momentos especiais aos seus proprietários.

Alimentação da Calopsita

Com relação à alimentação, ela deve ser balanceada e sempre de boa qualidade pois frequentemente as calopsitas são acometidas por doenças causadas pela deficiência de nutrientes, excesso de gordura e má qualidade do alimento.
Dietas mantidas a base de sementes são muito pobres em nutrientes, devendo ser complementadas por frutas, verduras, vitaminas e farinhadas. As sementes mais comuns como o painço, alpiste, aveia e o girassol, são facilmente encontradas misturadas em pacotes prontos para a venda, e nesses casos os proprietários devem tomar mais cuidado com a qualidade. Deve se verificar coloração, limpeza, brilho e se há presença de mofo na embalagem, pois sementes estocadas por muito tempo podem perder suas características nutricionais e estarem sujeitas a fungo, que pode intoxicar a ave.
Se o proprietário deseja manter a alimentação de suas aves a base de sementes, ele deverá efetuar o complemento, principalmente com frutas, verduras e farinhadas. Existem várias marcas e tipos de farinhadas nos pet shops, sendo que algumas são especificas para o dia a dia, reprodução ou troca de penas.
Existe uma grande variedade de verduras e legumes que podem ser oferecidos: rúcula, brócolis, cenoura (incluindo as folhas), espinafre, beterraba, jiló e milho. No caso do milho é interessante oferecer uma pequena fatia, cerca de 3 gomos de comprimento de uma espiga, pois é muito energético e as aves em geral gostam muito. As folhas devem ser bem lavadas e oferecidas picadas ou inteiras, de preferência utilizando um comedouro para impedir de que as folhas caiam no fundo da gaiola e se sujem com fezes.
As frutas mais apreciadas são a maça, a uva, pequenos gomos de laranja, banana e mamão. Algumas frutas como o abacate devem ser evitadas, pelo alto teor de gordura. Assim como as verduras e legumes, precisam ser bem lavados e oferecidos em pequenos pedaços. Estes alimentos podem ser ofertados com casca, talo e sementes, pois auxiliam a ave a gastar tempo no seu consumo e divertir-se ao brincar com estas partes. Aves engaioladas devem ter algum tipo de passatempo que auxilie na distração diária.
Existem no mercado rações peletizadas para aves, assim como as de cães e gatos, feitas com todos os nutrientes e vitaminas necessárias. É interessante comprar as de boa qualidade e sempre no prazo de validade. Tanto as rações nacionais quanto as importadas são excelentes, mas em caso de dúvida procure um veterinário para auxiliar na escolha.
Ao optar pela ração, o proprietário deverá efetuar a mudança da alimentação aos poucos, pois as aves precisam de um período de adaptação. Inicialmente, a ração pode ser misturada com as sementes que a ave já está acostumada, e conforme o passar dos dias a quantidade de ração deve ser aumentada e a de sementes diminuída. Algumas aves se adaptam mais rápido a troca e outras podem demorar muito mais tempo. Então, o proprietário deverá ter muita paciência durante esse processo.
Algumas rações podem ser específicas para calopsitas ou apenas para psitacídeos, variando conforme a marca, sendo que possuem frutas secas que são bem aceitas. A quantidade de ração oferecida por dia deve ser medida, para que não seja desperdiçada ou acabe deixando o animal obeso. Comece colocando uma quantidade e verificando se no final do dia houve consumo total ou não. Caso a ave não tenha comido tudo diminua aos poucos a quantidade até atingir o ideal.
As calopsitas são aves muito inteligentes, sendo que algumas acabam compartilhando o prato do proprietário. Esse tipo de comportamento deve ser evitado, pois nossa alimentação não é adequada para elas. A oferta de alimento pode ser feita pelo proprietário quando for uma fruta nova ou quando a ração estiver sendo introduzida, como uma forma de incentivo para a ave.
Quando for introduzir um novo alimento na gaiola procure colocar um pequeno pedaço ou oferecer no bico da ave. Importante: alguns animais podem se assustar com cores e formas diferentes dentro da gaiola, então procure oferecer os alimentos em dias variados e em pequena quantidade, sempre aos poucos.
Existem no mercado alguns bastões de sementes que podem ser oferecidos as aves como forma de petisco, deixados na gaiola por um certo período de tempo e poucos dias da semana. Não devem ser oferecidos diariamente para não desbalancear a alimentação. Outra forma de agradar a ave é oferecer sementes de girassol, que elas adoram. Mas, como esta semente é muito gordurosa só deve ser oferecida raramente e sempre em pequena quantidade.
Suplementos como os de minerais são encontrados na forma de pedras de cálcio ou osso de siba. Este tipo de suplemento só deve ser utilizado na alimentação das aves que estão na época de postura ou em troca de pena. Assim também, as vitaminas devem ser administradas para a ave nesses períodos e em casos de convalescença, conforme a orientação do veterinário.
Alguns alimentos devem ser evitados: chocolate, semente de maça, café, abacate, leite e alimentos com sal, pois podem causar desde uma simples diarreia até trazer maiores complicações. A higiene do comedouro e bebedouro deve ser feita diariamente para manter o ambiente limpo e evitar doenças. Na gaiola a disposição destes deve ser feita de modo que o animal não consiga defecar dentro quando estiver em um poleiro. Em caso de dúvida sobre a alimentação de aves ou até mesmo algum problema de saúde, é sempre importante entrar em contato com um veterinário especialista.

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Publicado em 22 de maio de 2013

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