Porquinho da India

5.00 avg. rating (98% score) - 5 votes

Porquinho da Índia: História da raça, reprodução, características, cuidados com a higiene, raças, alimentação, ração específica, pesagem, cuidados com a saúde, doenças comuns, medicamentos e etc.

Porquinho da Índia – História da raça

Este pequeno mamífero roedor, é muito comum como animal de estimação em quase todo o mundo. Acredita-se que seja originário da América do Sul, onde teve início sua domesticação. É criado e utilizado na alimentação do homem por povos Andinos ainda nos dias atuais, e também é usado para estudos em laboratórios, onde recebeu o nome popular de cobaia. Seu organismo é muito parecido em alguns aspectos com o do homem, o que o torna um animal bom para trabalhos de pesquisas em algumas áreas da saúde.

Porquinho da Índia – Reprodução

A estimativa de vida de um porquinho da india está em média 6 anos, alguns mais outros menos. Geralmente, a fêmea com 2 a 3 meses já está em fase reprodutiva e o macho com cerca de 3 a 4 meses. O ideal é que a fêmea tenha sua primeira gestação antes dos 7 meses, pois depois dessa idade a sínfise pubiana se separa com menor facilidade e o acúmulo de gordura pode ocluir o canal pélvico. Podem ter de 2 a 5 filhotes por ninhada, numa gestação que pode durar de 60 até 72 dias, variando de fêmea pra fêmea.

Porquinho da Índia – Características

O porquinhos da índia tem características bem tranquilas, tem temperamento sociável, fácil manejo, tornando-os ótimos animais de estimação. Adoram carinhos e estão sempre dispostos a brincadeiras. Podem ser mantidos em gaiolas de metal, caixas de plástico e metálicas com abertura na parte superior, pois raramente sobem ou saltam e que tenham tamanho adequado ao número de animais mantidos. Deve-se sempre tomar cuidado com o tipo de piso da gaiola para não machucar as patas dos animais.

Porquinho da Índia – Cuidados com a Higiene

O porquinho da índia não necessitam de cuidados especiais como banhos, somente em situações realmente críticas. Tem o costume de se limparem lambendo os pelos. Pode se estabelecer um banho a cada 6 meses se o proprietário quiser ou somente quando necessário. Para isto utilize água morna, em ambiente sem correntes de vento e shampoo específico para roedores ou de gatos filhotes. Para secar utilize uma toalha e secador de cabelo não muito quente e longe do animal para evitar queimaduras.
Para os animais de pelo longo, convém escovar a cada 3 dias o pelo e sempre que possível fazer uma tosa higiênica dos pelos da região da genitália.
As unhas podem ser aparadas a cada 15 dias.

Porquinho da Índia – Raças

Existem algumas variedades de raças nos porquinhos, algumas não existem no Brasil. A mais comum é o inglês de pelo curto, encontrado nas lojas Pet Shop para venda. Seu pelo é curto, e pode ser visto nas mais variadas cores.

  • Abissínio, que possui rosetas (rodamoinhos) nos pelos curtos e ásperos, espalhados pelo corpo dando uma impressão que o animal está descabelado. Geralmente, são encontrados de 8 a 12 rosetas.
  • Angorá é uma variedade do abissínio, só que de pelos longos. Existem várias cores, mas as rosetas devem estar presentes.
  • Silkie é um porquinho de pelos longos, muito parecido com o peruano, só que seus pelos crescem atrás da cabeça e no sentido para atrás. Também encontrado em várias cores, não tem rosetas pelo corpo.
  • Peruano tem pelos sedosos e longos por todo o corpo. É a variedade que exige maior cuidado com a pelagem, mas é também o mais bonito. Tem duas rosetas no lombo, franja e barba são bem características.
  • Porquinho da Índia – Raças não reconhecidas

    Coronet, Texel (pelos crespos), Teddy, American crested e skinny pigs, são bem diferentes em questão da pelagem, mas não são comercializadas no Brasil. Existem algumas variações de cruzamentos entre as raças, que ainda não são reconhecidas como raças oficiais.

    Porquinho da Índia – Alimentação

    A alimentação dos porquinhos é constituída de uma boa ração, feno, vegetais e frutas. O feno deve ser oferecido todos os dias, sem restrição de quantidade. É sempre bom utilizar o feno de capim, pois é digerido mais facilmente do que o de alfafa. As verduras devem ser oferecidas sempre limpas e frescas, diariamente, e numa quantidade como um copo comum cheio. Podem ser oferecidas: catalônia, folhas de rúcula, rama de cenoura, chicória, cenoura, tomate, milho e etc. As frutas podem ser dadas até 3 vezes por semana, sempre em pequenos pedaços. As mais apreciadas são: banana, maça sem casca, coco, pera, pêssego, etc.

    Porquinho da Índia – Rações especificas

    Existem no mercado várias marcas de ração, encontradas facilmente nas lojas Petshop. Existem rações específicas para porquinhos, mas caso não consiga comprar podem ser substituídas pelas de coelhos. Nesse caso, o animal deverá receber suplementação de vitamina C, que não está presente nas rações de coelhos.

    Porquinho da Índia – Pesagem

    O peso dos porquinhos varia de 500g a 1,3kg, sendo que as fêmeas são menores e os machos maiores.

    Porquinho da Índia – Cuidados com a Saúde

    Os dentes dos porquinhos tem crescimento contínuo, assim como outros roedores, e podem ocorrer problemas de supercrescimento nos molares e pré molares mais comumente. Geralmente, o animal para de comer quando apresenta esse tipo de problema.
    O escorbuto é comumente visto nos porquinhos que recebem uma má alimentação. É causado pelo falta da vitamina C. Assim como os primatas, os porquinhos não possuem a enzima L-gulonolactona oxidase hepática, que faz parte da via metabólica para a formação da vitamina C a partir da glicose.

    Porquinho da Índia – Doenças comuns

    Doenças de pele também são comuns de ocorrer, como dermatites fúngicas, parasitárias por ácaros e piolhos, infecções por bactérias entre outras.

    Porquinho da Índia – Medicamentos

    A saúde dos porquinhos é boa, e o recomendado é levar uma vez a cada 6 meses no veterinário especialista para ver se está tudo bem, e quando apresentarem algum sintoma fora do comum. Deve-se tomar cuidado na administração de medicações por conta, pois são animais sensíveis, principalmente a antibióticos que podem levar a morte.

    Dra. Thalita Queté – CRMV 28542
    www.draquete.vet.br

    Publicado em 3 de setembro de 2013

    Este conteúdo ajudou você?

    Sim Não