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Guia de Nutrição e alimentação para cães

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A escolha do melhor alimento ou ração para cachorro pode ser uma tarefa árdua, em razão da grande variedade de alimentos e rações para cães que são comercializados no mercado atualmente.
Fontes: Abinpet e Pets WebMD

Saiba como escolher a ração ideal para o seu cão

Cão filhote, devido ao rápido crescimento em curto período de tempo, é essencial para o seu desenvolvimento uma alimentação correta até que o mesmo chegue à fase adulta. As recomendações são:

  • Alimento balanceado
  • Alta Digestibilidade
  • Densidade energética e nutricional
  • Alimentação comum para cães

    Os cães têm diferentes necessidades nutricionais durante as fases de suas vidas, uma dieta formulada para todas as fases não é apropriada. Uma alimentação comum, não fornece nutrientes suficientes para atender as necessidades de um filhote em crescimento ou uma mãe grávida amamentando. Por outro lado, essa mesma dieta, pode fornecer nutrientes em excesso a um cão idoso ou inativo. Alimentar o cão de acordo com cada estágio de vida (filhote de cachorro, adolescente, gravidez, adulto, sênior) é recomendado por nutricionistas, para manter a saúde geral, bem-estar e melhorar a qualidade de vida do animal.

    Alimentação específica para cada raça

    Antes de procurar uma ração ideal para um filhote de cachorro, precisamos saber que cada cão é diferente de outro, mesmo que seja da mesma raça. Todos possuem necessidades nutricionais específicas, devido ao porte, raça, idade, ambiente, atividade física e hereditariedade. A alimentação inadequada de um filhote pode aumentar a predisposição a problemas como obesidade, crescimento demasiadamente rápido, distúrbios esqueléticos, desenvolvimento inadequado de ossos, músculos e resposta imunológica deficiente. Nas últimas décadas, os nutricionistas e pesquisadores veterinários, identificaram variações com exigências nutricionais para cada raça definidas no metabolismo. Raças de cães que foram desenvolvidas em locais específicos, podem ter se adaptado a dietas que são comuns em seu lugar de origem. A Endogamia e as diferenças genéticas entre os indivíduos de cada espécie podem resultar na necessidade de individualização da dieta do animal a fim de preservar a saúde.

    Alimentação específica para o estilo de vida do cão

    Além de considerar a raça do cão, deve-se considerar o seu estilo de vida. Animais de trabalho (cães de caça, cães de campo) requerem diferentes proporções de proteínas e gorduras em suas dietas, diferente de “cães de colo” ou animais domésticos sedentários.

    Alimentação específica para cães idosos

    Os cães mais velhos, especialmente aqueles com mais de 7 anos de idade, devem ter uma dieta formulada para suas necessidades. Rações para cães seniores, têm calorias mais baixas, com maior quantidade de proteína, baixa quantidade de sódio e carboidratos. Muitos alimentos contêm ingredientes tais como prebióticos para manter as populações microbianas intestinais saudáveis, aumento do ômega-3 ácidos graxos e outros antioxidantes para combater a inflamação e glucosamina para promover a saúde das articulações.

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    Quantidade de alimento ou rações para cães – gramas por dia

    É essencial ter o controle da quantidade de ração consumida no dia, pois evita que cães filhotes, adultos ou idosos tenham um desequilíbrio nutricional, e consequentemente o risco de excesso de peso.
    Nos filhotes de cães as necessidades de calorias e nutrientes como, proteínas, minerais, gordura e vitaminas são maiores, pois nessa fase formam-se novos tecidos como Ossos, Músculos, Pelos e etc. É importante oferecer ao filhote a quantidade correta de alimento em intervalos adequados, uma vez que as necessidades alimentares variam de um filhote para outro considerando a raça, porte e fase da vida. Os guias de orientação alimentar presentes nos pacotes e latas de alimento são apenas uma referência inicial. É fundamental para a saúde do filhote que seu peso seja monitorado regularmente e que a quantidade de alimento seja ajustada conforme necessário.
    A quantidade de ração a ser fornecida a um cão é calculada considerando-se a energia metabolizável do alimento e a necessidade energética estimada para o animal. Este procedimento de cálculo deve ser adotado para a composição das sugestões de uso constante nos rótulos dos alimentos.

  • Necessidade energética do animal (Kcal por dia)
  • Energia metabolizável do alimento (Kcal/1000)
  • É importante levar o cão a um veterinário regularmente para que haja um monitoramento do seu peso e a quantidade de alimento seja ajustada conforme necessário.

    Necessidades energéticas para cães

  • Cães em fases de crescimento: a necessidade energética e determinados nutrientes, como por exemplo, proteína, é bem superior do que para cães em manutenção em atividade normal.
  • Cães em manutenção: nutricionalmente o estágio de vida adulto é considerado o período de necessidade energética basal o qual o animal não está sujeito ao stress fisiológico adicional de crescimento, gestação ou lactação ou alto nível de atividade. Durante este período o objetivo da dieta é manter o cão saudável adequado à atividade.
  • Jovens e ativos: 140 Kcal x Peso corporal atual em Kg
  • Ativos: 130 kcal x Peso corporal atual em kg
  • Terriers ativos: 180 Kcal x Peso corporal atual em kg
  • Baixa atividade: 95 Kcal x Peso corporal atual em kg
  • Quantidade de calorias na gestação canina

  • 0 – 4 semanas: 110 kcal x Peso corporal em kg
  • 5 – 7 semanas: 165 Kcal x Peso corporal em kg
  • 8 – 9 semanas: 190 kcal x Peso corporal em Kg
  • Quantidade de calorias Lactação canina

  • 145 Kcal x peso corporal em kg (0,75) + PC em kg x (24n + 12m) L
  • número de filhotes em lactação, de 1 a 4
  • número de filhotes, de 5 a 8
  • Correção de acordo com o período de lactação

  • Semana 1: L= 0,75
  • Semana 2: L= 0,95
  • Semana 3: L= 1,10
  • Semana 4: L = 1,20
  • Classificação de alimentos caninos no mercado

  • Básico
  • Standard
  • Premium
  • Super Premium
  • Tipos de alimentos caninos e matérias primas

  • Alimento completo: É um produto composto por ingredientes ou matérias primas e aditivos destinado exclusivamente a alimentação de animais de estimação, capaz de atender integralmente suas exigências nutricionais, podendo possuir propriedades específicas ou funcionais.
  • Alimento coadjuvante: É um produto composto por ingredientes ou matérias primas e aditivos destinados exclusivamente a animais de estimação com distúrbios fisiológicos ou Metabólicos, cuja a formulação é incondicionalmente privada de qualquer agente farmacológico ativo.
  • Alimento específico: É um produto composto por ingredientes ou matérias primas ou aditivos destinado exclusivamente a alimentação de animais de estimação com finalidade de agrado, prêmio ou recompensa e que não se caracteriza como alimento completo, podendo possuir propriedades especificas.
  • Produto Mastigável: É um produto a base de subprodutos de origem animal, podendo conter ingredientes de origem vegetal, destinados exclusivamente aos animais de estimação, com o objetivo de diversão ou agrado, com valor nutricional desprezível.
  • Suplemento: É a mistura composta por ingredientes ou aditivos, podendo conter veículo ou excipiente que deve ser fornecida diretamente aos animais para melhorar o balanço nutricional.
  • Aditivos: Substancia, microrganismo ou produto formulado adicionado intencionalmente, que não é utilizado normalmente como ingrediente, tenha ou não valor nutritivo e que melhore as características dos produtos destinados a alimentação animal.
  • Coadjuvantes tecnológicos: Ajuda na transformação, de qualquer substancia ou matéria, não incluindo os aparelhos ou utensílios, e não consumido como ingrediente de alimentos, por si só, intencionalmente utilizado na transformação de matérias primas, alimentos e seus ingredientes, a cumprir certa função tecnológica durante o tratamento ou a transformação, e que pode resultar na presença involuntária, mas inevitável, de resíduos ou derivados no produto final.
  • Alimentos caninos com propriedades “funcionais” ou de saúde, substancias Bioativas e Probióticos

    alimentos-funcionais

    Ainda existem rações com “propriedades funcionais” ou seja, alimentos ou ingredientes ou aditivos que, além das funções básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos, fisiológicos ou efeitos benéficos a saúde do animal, devendo ser seguro para consumo sem supervisão profissional.
    Os termos alimento funcional e nutracêutico muitas vezes são tratados erroneamente como sinônimos. Os nutracêuticos são suplementos dietéticos que apresentam uma forma concentrada de um possível agente bioativo alimentar usado para melhorar a saúde em dosagens que excedem àquelas que poderiam ser obtida do alimento normal.
    Apesar das definições distintas, ambos têm sido usados com o propósito de “prevenir” o desenvolvimento de doenças e melhorar as condições de saúde dos animais. De uma maneira geral, estes componentes da dieta são usados com o objetivo de favorecer a saúde do trato digestório, a resposta imunológica, as condições de pele e pelagem, a composição corporal e prevenir os danos decorrentes do envelhecimento, além de auxiliar nas funções orgânicas em animais doentes. São exemplos de substâncias com propriedades funcionais usadas nas formulações de alimentos para cães.

  • Digestivo: Substancia que facilita a digestão dos alimentos ingeridos, atuando sobre determinadas matéria primas destinadas a fabricação de produtos para alimentação animal; colônias ou outras substancias definidas quimicamente que tem um efeito positivo sobre a flora do trato digestório.
  • Probiótico: Microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos a saúde do cão.
  • Substancia Bioativa: Além dos nutrientes, os não nutrientes que possuem ação metabólica ou fisiológica especifica.
  • Ácidos graxos insaturados

    Denominação dada a alguns ácidos graxos insaturados: ômega 3 (alfa linolênico; EPA- ácido eicosapentaenoico e DHA – ácido docosahexaenoico), ômega 6 (ácido linoleico aracdonico e CLA – ácido linoleico conjugado) e ômega 9 (ácido oleico).

  • Ômega 3: (Polinsaturado) origem sementes oleaginosas (óleo de linhaça, canola, soja, nozes), rúcula e peixes de água fria (salmão, sardinha, cavala e arenque).
  • Alfa linolênico: é o ácido graxo que compõe o grupo ômega 3, de origem vegetal.
  • Ácido eicosapentaenoico-EPA: Atua diretamente no processo de crescimento e desenvolvimento e apresenta ações antitrombóticas e anti-inflamatórias exercidas através do metabolismo.
  • Ácido docosahexaenoico – DHA: é considerado fundamental na formação de tecidos nervosos e da visão. Seu requerimento associa-se principalmente com as primeiras etapas do desenvolvimento tanto intra como extra-uterino.
  • Ômega 6: (Poliinsaturado)origem óleo de girassol, óleo de soja, óleo de milho, produtos de origem animal.
  • Ácido linoleico: maior componente do ômega 6 auxilia na saúde da derme e epiderme, além de proteger a célula contra a desidratação.
  • Ácido araquidônico: desempenha um papel importante no processo inflamatório e na regulação da imunidade. Essencial para as funções da membrana celular e reprodutivas, incluindo a regulação da gestação.
  • Relação Ômega 6:3

    Os ácidos graxos (ômega 6) e linolênico (ômega 3) competem pelas mesmas enzimas chaves em converte-los em mediadores pró ou antinflamatórios.
    Considerar sua adequada relação no alimento. No caso de dermatites a relação é de 3:1 a 1:1

  • Probióticos: são microrganismos vivos que podem ser agregados como suplementos na dieta, afetando o desenvolvimento da flora microbiana do intestino, são também conhecidos como Bioterapêuticos, bioprotetores e bioprofiláticos e são utilizados para prevenir as infecções entéricas e gastrointestinais.
  • Prebióticos: carboidratos não digeríveis, que estimulam seletivamente a proliferação e ou atividades de bactérias desejáveis no cólon, mais precisamente as bactérias bífidas, ou seja, modulam a composição da microbiota intestinal. São, em sua totalidade, fibras vegetais, entretanto agrupadas a parte por apresentarem efeitos fisiológicos característicos. Sabe-se que os prebióticos podem regular ou estimular a resposta imunológica.
    Os prebióticos mais usados são o Mananoligossacarídeos (MOS) e o Frutooligossacarídeos (FOS), que além de otimizarem a saúde intestinal também são capazes de colaborar para a imunidade do corpo como um todo.
  • Frutoligossacarídeos (FOS): No intestino delgado são resistente a ação das enzimas intestinais e pancreáticas, os que os conferem um efeito osmótico por sua capacidade de retenção de agua, podendo ser usadas em dietas especificas para controle de obesidade em cães ou controle de patologias como a diabetes.
  • Mananoligossacarídeos (MOS): Derivados das paredes de leveduras (extrato seco de fermentação) que apresentam a capacidade de modular o sistema imunológico e a microflora intestinal e ligam-se a uma variedade de micotoxinas preservando a integridade da superfície de absorção intestinal.
  • Galactooligossacarídeos (GOS): Os benefícios da ingestão são de elevar a população de bifidobacterias no cólon e por efeito antagônico, suprir a atividade de bactérias putrefativas e reproduzir a formação de produtos tóxicos por fermentação, que podem desencadear doenças como o Câncer.
  • Coadjuvantes da saúde bucal canina

  • Hexametafosfato de sódio: é o sal de sódio do ácido fosfórico, coadjuvante que colabora na prevenção de odontólitos com a redução da formação de cálculo dentário e placa.
  • Tripolifosfato de sódio: desempenha a função de quelante do cálcio existente na saliva, indisponibilizando o cálcio que mineraliza a placa, formando o tártaro.com isso reduz a formação do tártaro dentário.
  • Absorventes de odores para cães que moram dentro de apartamentos

    Aditivos absorventes de compostos voláteis individuais tais como a amônia, as aminas, os sulfetos, ácidos graxos, estéres, álcoois, aldeídos, e cetonas presentes nas fezes.

  • Yucca schidigera: Planta da família agavaceae seu efeito é sobre o metabolismo do nitrogênio, que possibilita a redução no odor das fezes dos animais.
  • Zeólitas: os zeólitos naturais possuem uma estrutura cristalina e uma alta capacidade de intercambio catiônico aumentando a densidade do bolo alimentar e diminuindo a velocidade de transito do alimento através só aparelho digestivo.
  • Aminoácidos com alegação funcional

  • Arginina: aminoácido essencial com efeitos metabólicos e imunológicos, principalmente em casos de estresse, além disso, tem com produções aumentar a síntese de colágeno contribuindo para uma boa cicatrização e pode exercer efeitos benéficos em caso de doenças cardíacas ou renais.
  • Ácido aspártico ou aspartato: aminoácidos não essenciais em mamíferos, pode ser encontrado em abundancia nos espargos, podendo ser usada como fonte energética.
  • Ácido Glutâmico ou Glutamatico: serve de regulador mineral e estimulante de apetite.
  • Glutamina: tem a função de proteger o estomago e o intestino e fornecer energia e o músculo. Na nutrição clínica é um componente útil em agentes nutricionais orais e enterais em terapias de ulceras, gastroduodenal e gastrite.
  • Triptofano: percursor dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina, consequentemente está relacionada a regulação do apetite, da dor, do humor, da agressividade do sono e na coordenação motora.
  • Taurina: aminoácido sulfoso, que atua de forma livre e está presente em fontes protéicas de origem animal porem é essencial para Gatos. Importante na regulação do ritmo cardíaco e funcionamento da retina.
  • L-Carlitina: estimula a utilização das gorduras transportando os ácidos Graxos para obtenção de energia.
  • Tirosina:
  • Condroprotetores

    Os condroprotetores são substâncias que auxiliam na recuperação de cartilagens lesionadas decorrente de doenças degenerativas, ou prevenindo e retardando a velocidade de deterioração ao longo da vida. São formados por agentes semelhantes aos componentes da matriz cartilagenosa, além de agirem na inibição da ação de algumas enzimas responsáveis pela degradação da cartilagem.
    Nas doenças articulares, além da dor, há diminuição importante da amplitude de movimento e da força muscular acarretando na limitação funcional e, portanto, interferindo nas atividades diárias. O tecido cartilagenoso articular, uma vez lesionado, tem uma habilidade limitada para o seu reparo diminuindo o índice de sucesso da reabilitação.

    Clicosamina

  • Auxilia na recuperação e melhora o funcionamento das articulações.
  • Ação antiflamatória
  • Fibras dietéticas

    Carboidrato estrutural constituído por polissacarídeos não amiláceos e lignina, além de outras substancias de incrustação da parede celular vegetal. Devido a presença dessas ligações, não são hidrolisados pelas enzimas do trato digestório de animais superiores. Porem, podem ser fermentadas pela microbiota de mamíferos e aves.
    Possuem propriedades diferenciadas de acordo com sua fonte, processamento, solubilidade e transformações no trato gastrintestinal. Podem ser diferenciadas como hidrossolúveis ou não, e de fermentabilidade alta, moderada ou baixa.

    Publicado em 18 de outubro de 2013

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