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Filhote de cachorro precisa ser socializado

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Filhote de Cachorro socializado provoca mudança profunda na maneira como o cérebro processa diversas informações, facilitando diferentes tipos de aprendizado e reações
Saiba o que deve ser feito para sociabilizar um filhote de cachorro, procedimento importante para garantir a boa saúde mental do seu cachorro. Fonte: Cão Cidadão
Só há uma chance para fazer a sociabilização do filhote de cachorro e ela acontece apenas durante um período curtíssimo. Para piorar, ocorre quando muitos proprietários ainda estão aprendendo a lidar com o cão.

Qual a finalidade

A finalidade da sociabilização é garantir que o filhote de cachorro tenha um bom convívio e um bom equilíbrio emocional diante de diversos estímulos que ele poderá encontrar no decorrer da vida.
Quando o filhote de cachorro não é sociabilizado adequadamente, pode ficar medroso ou agressivo diante de objetos, como aspiradores de pó, de lugares, como avenidas movimentadas, e de sons, como estampidos de fogos de artifício. Um filhote de cachorro mal sociabilizado pode, inclusive, atacar crianças, por medo ou por confundi-las com presas.
É durante o período de sociabilização que o filhote de cachorro aprende a reprimir o instinto de caçar determinados animais e até crianças! Um cachorro que aprendeu a não caçar os gatos ou papagaios de uma casa conseguirá aprender com muito mais facilidade a não caçar os gatos ou passarinhos de outra casa.
Influi, mas não garante

Uma boa sociabilização não é garantia de que o cachorro não ficará medroso ou agressivo, mas influenciará muito para evitar que isso ocorra.
Alguns cães possuem um temperamento tão corajoso e destemido que, mesmo não sendo sociabilizados da maneira adequada, se tornam saudáveis psicologicamente. O problema de correr o risco de não sociabilizar é que somente teremos certeza da saúde mental do cachorro depois que o período de sociabilização terminou.
Apenas um mês para agir

Normalmente o filhote de cachorro é entregue ao futuro proprietário com cerca de 2 meses de idade. Como o período mais importante da sociabilização termina aos 3 meses, sobra apenas um mês para o dono colocar em prática todo o procedimento descrito aqui. Esse é o mês que mais influenciará o cão pelo resto da vida. Depois disso, é ainda possível sociabilizar, mas o resultado costuma ser bastante inferior e menos duradouro.
Para sociabilizar, devemos colocar o filhote de cachorro em contato com uma variedade enorme de estímulos, de animais a barulhos, sempre tomando cuidado para que essas experiências sejam agradáveis e seguras.

Doenças contagiosas

Infelizmente, o período de sociabilização termina antes de o filhote estar totalmente imunizado. Por isso, não podemos esperar o término das vacinas para começar a sociabilizar. Ao mesmo tempo, devemos estar cientes dos riscos envolvidos e tomar o máximo de cuidado para que o filhote não desenvolva doença. A boa notícia é que grande parte da sociabilização pode ser feita com baixo risco para a saúde física do filhote.
No Brasil, é dada pouca atenção à importância da sociabilização. Está certo que, infelizmente, muitas regiões do País ainda sofrem alta incidência de doenças contagiosas, o que pode colaborar para os criadores e veterinários cuidarem muito da saúde física do filhote, comprometendo a saúde psicológica dele por falta de sociabilização.
Processo gradual

Sempre devemos apresentar os estímulos novos de maneira gradual, observando o comportamento do filhote. O correto é que ele não demonstre medo. No máximo, pode ter um pouco de receio. Normalmente, enquanto o filhote de cachorro aceita brincadeiras e petiscos sem estar com a cauda recolhida entre as patas traseiras, tudo corre bem. Uma vantagem de testar o filhote com brincadeiras e petiscos é que essas atividades por si só relaxam, além de serem prazerosas.

Cinco categorias, dicas variadas
Podemos dividir os estímulos que um filhote de cachorro precisa receber em cinco categorias: pessoas, animais, objetos, ambientes e ruídos. Em cada categoria há dicas importantes a seguir para evitar traumas e riscos de contaminação com doenças contagiosas.

Publicado em 9 de fevereiro de 2013

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